O mundo vive atualmente a maior pandemia de gripe aviária. Aqui no Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, no dia 15 de maio foram registrados os primeiros casos confirmados da doença em aves marinhas e silvestres.
As primeiras três aves contaminadas foram encontradas no Espírito Santo. Duas na cidade de Marataízes, no Sul do estado, e uma em um parque municipal de Vitória.
As três aves são espécie de pássaros migratórios e marinhos. Eles ocorrem em todo o litoral brasileiro. Muitas delas usam o litoral capixaba para se reproduzirem.
Em um dos locais onde uma das aves infectadas foi encontrada, funcionários realizaram testes e os casos suspeitos foram todos monitorados. Durante o processo de investigação dos casos, algumas aves tiveram que ser sacrificadas. O Rio de Janeiro também registrou um caso de uma ave contaminada.
Uma semana depois dos primeiros casos confirmados em aves, nenhuma pessoa havia sido contaminada pela gripe aviária.
Além disso, justamente por serem migratórias e não fazerem parte do sistema industrial brasileiro, os frangos e os ovos que são disponíveis para os consumidores nos supermercados não foram impactados. Desta forma, a produção segue normalmente.
É sempre importante lembrar também que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de aves ou ovos.
De qualquer forma, medidas de biossegurança em aviários foram reforçadas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o risco de contaminação entre humanos é baixo, mas as ações de prevenção são importantes porque com a circulação contínua da doença, há potencial de o vírus sofrer mutações, tornando-o mais contagioso.
As infecções podem acontecer por meio do contato com aves contaminadas, vivas ou mortas. Por isso, não é recomendado tocar e nem recolher aves doentes.
Fonte: G1 ES












