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Home Destaques

Número de casos de dengue aumenta dez vezes no ES e chega a 185 mil; quantidade de mortes é 18 vezes maior

Entre a primeira semana do ano e a última de novembro, de 2022, o estado registrou 17.922 casos da doença e cinco mortes. Neste ano, no mesmo período, já são mais de 185 mil casos e 93 mortes.

dezembro 7, 2023
em Destaques, Saúde
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Aedes aegypti, transmissor da dengue.  — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Aedes aegypti, transmissor da dengue. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O Espírito Santo registrou neste ano dez vezes mais casos de dengue em relação ao ano passado. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Entre a primeira semana do ano e a última de novembro, no ano passado, o estado registrou 17.922 casos da doença. Neste ano, no mesmo período, já são 185.174.

Além disso, o número de mortes é 18 vezes maior se comparados os mesmos períodos. No ano passado, cinco pessoas morreram de dengue entre janeiro e novembro. Neste ano, já foram registradas 93 mortes por causa da doença.

Vale destacar que o monitoramento é feito semana a semana. No ano passado, a única semana que registrou mais de mil casos de dengue foi a última do ano, entre os dias 25 e 31 de dezembro de 2022.

Ação de combate à dengue no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Ação de combate à dengue no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Desde então, nenhuma semana de 2023 registrou menos de mil casos. Pelo contrário. Ainda em janeiro, o estado registrou mais de dois mil casos em apenas uma semana. Os números cresceram de forma progressiva, chegando a mais de dez mil na última semana de março. O último dado compreende a semana entre os dias 19 e 25 de novembro, quando foram registrados 1.277 casos.

No levantamento, os municípios que aparecem com incidência alta nas últimas quatro semanas são: Pedro Canário, Laranja da Terra, Ecoporanga, Apiacá, Linhares, Água Doce do Norte, Barra de São Francisco e Sooretama.

Objetos com acúmulo de água são locais de proliferação do mosquito da dengue. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Objetos com acúmulo de água são locais de proliferação do mosquito da dengue. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Combinação de calor e chuvas

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, aponta que o estado viveu em constante estado de epidemia da dengue neste ano.

“Vivemos uma franca epidemia durante todo o ano. Não deixamos de ter a epidemia de dengue. Entendemos, na avaliação, que este ano infelizmente tivemos os dois sorotipos, o 1 e o 2 circulando. O sorotipo 2 da dengue foi identificado em fevereiro, o que acelerou também o aumento dos casos, porque esse sorotipo acomete mais pessoas”, explicou o subsecretário.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz colocando ovos em lugares que têm água. Cada fêmea pode botar de 700 a 1.000 ovos por dia. Os ovos podem demorar mais de um ano para eclodir, esperando a estação das chuvas.

Depois de adulto, o mosquito vive entre 30 a 40 dias. Em cada dia de vida, o Aedes pode infectar até seis pessoas com a dengue. Além disso, as larvas do mosquito podem já nascer infectadas com o vírus da dengue.

Agente de endemia de Vitória faz visita em casas para eliminar água parada e focos de mosquito da dengue. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Agente de endemia de Vitória faz visita em casas para eliminar água parada e focos de mosquito da dengue. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O subsecretário aponta que fatores como o calor excessivo combinado com as chuvas frequentes podem ter piorado o cenário da dengue no estado. Manter os locais que possam acumular água limpos e, se possível, cobertos, ajuda no combate da doença. Segundo o subsecretário, 80% dos focos da dengue estão dentro das residências.

“Ainda nem estamos no verão e temos muito calor com chuvas, que contribuem para abastecer os criadouros. A combinação de temperatura alta e chuvas dá condições para o vetor (mosquito) se proliferar. O mosquito põe o ovo em um local seco e esse ovo pode demorar mais de um ano para eclodir, esperando a chuva. Valem os cuidados básicos: proteger garrafas, pneus; manter vasos de plantas e comedouros de animais limpos; cobrir ralos e caixas d’água”, lembrou o subsecretário.

População acredita que falta de limpeza seja um dos motivos da dengue na região — Foto: Ronaldo Rodrigues/ TV Gazeta

População acredita que falta de limpeza seja um dos motivos da dengue na região — Foto: Ronaldo Rodrigues/ TV Gazeta

Sorotipo 3

O sorotipo 3 da dengue ainda não foi identificado no Espírito Santo, porém já foi registrado em pelo menos quatro estados: Paraná, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Os sintomas da dengue não mudam entre o sorotipo 1 e 2, sendo em geral: febre acima de 38 graus, dor no corpo, dor ao movimentar os olhos, mal-estar e falta de apetite. Porém, segundo o subsecretário de saúde, no sorotipo 3, pode haver sangramento nas narinas e na urina.

“Por isso, assim que iniciarem os sintomas da dengue, a pessoa deve procurar o posto de saúde mais próximo. A dengue é uma doença grave, que evolui muito rápido. A dengue não tem tratamento específico. Se o tratamento for atrasado, o paciente pode precisar de internação. O importante é que, assim que o paciente identifique os primeiros sintomas, já comece a se hidratar de forma abundante: pelo menos meio copo de água a cada 15 minutos”, ensinou o subsecretário.

Fonte : G1 ES

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