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Home Destaques

Nova lei do ES exige qualidade máxima na saúde pública

junho 12, 2026
em Destaques, Política, Regional
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O ecossistema de saúde do Espírito Santo acaba de passar por uma de suas atualizações regulatórias mais estratégicas dos últimos anos. Com a sanção da Lei nº 12.858/2026 pelo governador Ricardo Ferraço, o Estado adota uma postura de vanguarda em governança corporativa aplicada à máquina pública ao estabelecer a inversão de fases nas licitações de serviços médicos. A partir de agora, a capacidade técnica, a qualificação dos profissionais e a robustez operacional dos prestadores serão minuciosamente avaliadas antes que qualquer proposta de preço seja aberta, alterando profundamente a dinâmica de mercado desse setor bilionário.

Para os gestores que operam na linha de frente, por exemplo, a nova legislação corrige uma distorção histórica e perigosa: o foco quase cego no menor preço isolado. Na prática, contratos baseados puramente em valores baixos costumam resultar em propostas inexequíveis, que culminam em quebras de contrato, apagões de atendimento nos hospitais e um passivo financeiro e administrativo gigantesco para o Estado. Ao criar esse “filtro de qualidade” prévio, a lei atua como um mecanismo direto de compliance, garantindo previsibilidade orçamentária e blindando a saúde pública contra operadoras despreparadas ou aventureiras.

Sob a ótica do ambiente de negócios

A medida, fruto de uma articulação técnica e institucional intensa entre a Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, o Sistema OCB/ES e a Assembleia Legislativa (Ales), eleva consideravelmente a barra de competitividade no Estado. Empresas de saúde e cooperativas médicas estruturadas, que investem pesado em capacitação, certificações e segurança jurídica, passam a disputar o mercado em condições muito mais equilibradas e justas. Trata-se de um estímulo direto para que o setor privado continue inovando e se qualificando, sabendo que o rigor técnico agora é pré-requisito, e não um custo opcional.

A mudança também traz impactos na eficiência e na agilidade da máquina pública capixaba, um dos pontos mais sensíveis para a sustentabilidade do SUS e das parcerias complementares. Processos licitatórios que costumavam se arrastar por meses devido a contestações judiciais e recursos de empresas inabilitadas tendem a se tornar mais fluidos e céleres. Menos tempo gasto com burocracia e correção de falhas contratuais se traduz diretamente em otimização de recursos públicos e na capacidade do Estado de planejar investimentos em tecnologia, infraestrutura e inovação em saúde a médio e longo prazo.

Posicionamento de lideranças

Lideranças políticas e jurídicas reforçam que a nova modelagem não visa criar privilégios de mercado, mas sim assegurar a perenidade da assistência. O presidente da Ales, Marcelo Santos, e a presidente da OAB-ES, Erica Neves, destacaram que o diálogo institucional foi capaz de desenhar uma solução que traz segurança jurídica para as duas pontas do balcão: o gestor público que contrata e o prestador que executa. É a inteligência jurídica e de mercado trabalhando para transformar a gestão de ativos e serviços essenciais em um processo transparente, rastreável e focado em alta performance.

“Essa é uma conquista construída por muitas mãos e que demonstra a força do diálogo institucional. A OAB-ES tem o compromisso de contribuir com o aperfeiçoamento das políticas públicas e com a construção de soluções que tragam mais segurança jurídica para o Estado e mais qualidade nos serviços oferecidos à população. Essa lei fortalece a saúde pública, valoriza a boa gestão e reafirma o papel da advocacia como agente de transformação social”, destacou a presidente da OAB.

Segundo o presidente da Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, Eduardo Induzzi Campana, a medida corrige uma distorção que comprometia a qualidade das contratações na área da saúde. “Essa era uma demanda antiga do cooperativismo médico. O modelo anterior permitia que a análise do menor preço acontecesse antes da verificação da capacidade técnica dos participantes. Na prática, isso abria espaço para que empresas sem estrutura adequada ou sem corpo técnico qualificado avançassem nos processos licitatórios. Com a nova legislação, a capacidade técnica passa a ser analisada primeiro, garantindo mais segurança para o Estado, para os profissionais e para os usuários do sistema de saúde”, afirmou Campana.

Vanguarda em governança e compliance

A consolidação desta nova legislação posiciona o Espírito Santo na vanguarda regulatória do país ao transformar a governança e o compliance das contratações médicas em saúde. Ao alinhar a segurança jurídica dos contratos à alta performance operacional dos prestadores, a administração estadual mitiga os riscos de interrupções no atendimento ao mesmo tempo em que eleva o nível de maturidade e transparência da gestão pública. O resultado prático de gestão é a garantia de um ecossistema sustentável, onde o cidadão capixaba passa a contar com um atendimento médico contínuo, seguro e com o padrão de qualidade que a saúde pública exige.

FONTE: Portal Jornal do Norte

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