A dona de casa Quezia Romualdo, de 29 anos, que está grávida de sêxtuplos, vai se internar na próxima terça-feira (5) em um hospital de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, para que uma equipe de profissionais acompanhe mais de perto a gestação. A expectativa, de acordo com a família, é que a internação dure cerca de dois meses, até o nascimento dos filhos Théo, Matteo, Lucca, Henry, Maytê e Eloá.
Quezia vai completar 23 semanas de gravidez neste sábado (2), e a decisão da internação, de acordo com a dona de casa, foi do médico obstreta Thiago Martinelli, após a realização de uma ultrassom de acompanhamento dos bebês, realizada nesta terça-feira (29).
O profissional acompanha a gestação da dona de casa desde o início. O hospital também vai preparar uma força-tarefa para o parto e nascimento dos bebês (leia mais abaixo).
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Grávida de sêxtuplos ficará até 2 meses internada até o nascimento dos bebês no ES — Foto: Reprodução
“Ela está entrando em uma época mais arriscada. Até agora está tudo bem, mas existe um risco grande de nascimento prematuro. Vamos internar para prevenção e acompanhamento mais próximo, diário”, disse o médico.
“Os nenéns estão bem, eu também estou bem, tá? O maiorzinho está com 560 gramas. Os outros estão com mais de 400 gramas. Graças a Deus, estão desenvolvendo. Olhamos o colo do útero e tá afinando”, disse Quezia.
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Grávida de sêxtuplos ficará até 2 meses internada até o nascimento dos bebês no ES — Foto: Reprodução
A mãe dos sêxtuplos disse ainda que a internação é por precaução.
“O colo do útero afinou muito de terça-feira passada para esta (do dia 22 para o dia 29). Afinou muito mesmo, mesmo em repouso, quietinha, o dia todo na cama, só levantava para ir ao banheiro e tomar água. Ele afinou porque o peso da barriga tá muito grande. A barriga tá enorme, eu não tô aguentando mais, gente!”, disse.
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Quezia Romualdo, grávida de sêxtuplos. Foto tirada no dia 30 de agosto. — Foto: Arquivo pessoal
A dona de casa disse ainda que o médico a encorajou durante a gravidez.
“O médico falou: ‘Quezia você é forte’. E eu vou conseguir, gente. Eu vou me internar por precaução, não é pra ganhar os nenéns agora não, tá? Eles querem me manter lá mais perto, vai ter equipe 24 horas me monitorando pra ver o colo do útero. O médico disse: ‘Quezia, acho que você não chega a 32 semanas, mas se chegar a 30, se você conseguir, seria uma benção’. Então, eu creio que vou conseguir”, disse a dona de casa.
E como vai ser com a internação de Quezia?
O g1 conversou com Quezia e o marido dela, o marceneiro Magdiel Costa, de 31. Segundo o pai dos sêxtuplos, as mães deles vão ajudar durante o período de internação da dona de casa.
“A minha mãe Adriana se mudou para a minha casa e vai me ajudar muito a continuar cuidando das coisas, principalmente da Heloísa, que ainda é pequena, precisa continuar indo para a escola. Já a mãe de Quezia vai acompanhá-la em tempo integral no hospital. Eu vou continuar trabalhando e me desdobrando com as visitas no hospital para vê-la”, disse.
Magdiel disse ainda que a filha do casal, que tem cinco anos, deve sentir saudade da mãe, que vai ser internada, que todos estão preparados para lidar com a situação.
“As duas nunca ficaram tanto tempo longe uma da outra. Mas a gente conversa muito com Helô e ela está entendendo tudo muito bem. Também está ansiosa pelos irmãozinhos”, disse o pai.
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Quezia disse que está com o coração apertado por ter que ficar tanto tempo longe da filha mais velha, de cinco anos — Foto: Arquivo pessoal
Quezia também falou sobre a distância com a filha e disse que isso vai ser o mais difícil.
“O coração tá um pouquinho apertado, porque ela é muito apegada comigo. Nunca fiquei sem ter ela por perto. Mas tirando isso, eu tô tranquila. Eu tô preparada e sabia que esse processo chegaria em algum momento”, comentou.
Como vai ser o quarto dos bebês?
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Para adaptar a casa para a chegada dos bebês, o casal está construindo no segundo andar do imóvel onde moram em Colatina, no ES — Foto: Arquivo pessoal
Para adaptar a casa para a chegada dos bebês, o casal está construindo no segundo andar do imóvel onde moram. De acordo com Quezia, a obra dá bastante bagunça e trabalho, mas a expectativa é que fique pronta para a chegada dos sêxtuplos.
“A gente tá construindo um quarto para os nenéns, um para nós e outro para Heloísa no segundo andar. Falta muito coisa ainda, mas vai dar certo. Muitas pessoas nos ajudaram e continuam nos ajudando. Meu marido me prometeu que vamos conseguir terminar para receber os bebês”, comentou.
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Quezia com a primeira ultrassom em que descobriu que estava grávida de sêxtuplos — Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Hospital prepara operação especial para parto de sêxtuplos
Desde o início, quando ficou sabendo que estava grávida de seis, Quezia sabia que estava tendo uma gestação especial. Então, a hora do parto também precisaria de uma operação delicada multiplicada por seis.
A mãe já está no quarto mês e todo o suporte médico já está sendo planejado para o dia do nascimento dos bebês.
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Quezia, o marido Magdiel e a filha pequena Heloísa — Foto: Reprodução/ Acervo pessoal
Os sêxtuplos devem nascer prematuros, mas Thiago Martinelli diz que é difícil precisar uma data.
“O caso dela tem muita chance de não ser uma coisa planejada, tem que ficar muito atento. A prematuridade é certa, mas a data de quando vai nascer é a dúvida maior”, explicou o médico.
Por enquanto, os médicos trabalham com a possível data de nascimento depois de setembro. A diretora técnica do São Bernardo Apart Hospital, Júlia Mattedi, onde os bebês devem nascer, explicou um pouco sobre os preparativos.
“A gente vai precisar de todo o suporte que a medicina oferece. É tudo multiplicado por seis. No dia serão seis pediatras, por exemplo, um para cada criança. Também já estamos comprando ventiladores mecânicos e incubadoras com umidificador. É como se a gente fosse montar uma segunda Utin dentro do hospital. O mais importante é a gente dar todo o suporte para essas crianças”, comentou Júlia.
O hospital conta rotineiramente com quatro pediatras. Com o nascimento dos sêxtuplos, será necessário um número maior de profissionais disponíveis, por isso uma lista com médicos já foi criada: eles ficarão de sobreaviso e serão acionados assim que iniciar o parto.
“A gente tem uma equipe bem grande de pediatras, que inclui também alguns professores do hospital escola da faculdade aqui de Colatina. Já existe até uma disputa para colocar o nome na lista de sobreaviso. Todo mundo quer participar desse momento. Tem até gente de fora pedindo para vir assistir o parto”, contou a diretora técnica do hospital.
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Ultrassom de Quezia que mostra os seis bebês — Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Além dos seis pediatras, pode ser necessário contar com o apoio de médicos de outras especialidades. Por isso, a lista de profissionais de sobreaviso também inclui oftalmologista, cardiologista pediátrico, neuropediatra e até cirurgião pediátrico.
Após o nascimento, os seis bebês devem permanecer na Utin por alguns meses, até ganharem peso suficiente para ir para casa.
“Vamos imaginar que eles nasçam com 1kg cada um, é esperado que eles fiquem de dois a três meses só para ganhar peso. A média de ganho de peso é de 15 gramas ao dia, é bem devagarinho. Nesse período, a mãe poderá retirar o leite com a bombinha para as crianças serem amamentadas, ou contar com uma dieta própria para os prematuros caso ela tenha dificuldade nesse processo”, disse Júlia.
fonte: G1 Espirito Santo












