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O subtenente Marco Antônio Cordeiro do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Guarapari, que morreu na noite desta segunda-feira (19) durante rapel para salvar cachorro de penhasco em Alfredo Chaves, completou 23 anos na corporação na mesma data da tragédia.
De acordo com o tenente-coronel Carlos Wagner Borges, “Marquinho”, como chamou Marco Antônio, comemorou nesta segunda 23 anos de trabalho, de prestação de serviço à sociedade capixaba.
“Justamente nesse dia acontece essa fatalidade que entristeceu os nossos corações. É um sentimento de muita comoção. Era um profissional exemplar, sempre dedicado a salvar vidas, a trabalhar em prol de toda a sociedade”, disse.
O tenente-coronel afirmou que, em virtude da alta qualificação e competência técnica, o subtenente Cordeiro treinava militares de outras instituições até de fora do Espírito Santo, elevando a marca institucional dos bombeiros do estado.
“É um militar que vai deixar saudade. Nesse momento, agora, só temos esse sentimento de perda, é um momento de abraçar a família, de proteger e mostrar que realmente somos um corpo, um Corpo de Bombeiros que cuida também das famílias dos nossos militares em situações como a fatalidade que aconteceu ontem”.
Questionado sobre o que causou a morte de Cordeiro, o tenente-coronel frisa que só a investigação vai apontar. “Tudo vai ser investigado, analisado e avaliado. O momento é apenas de abraçar a família e os bombeiros militares. De uma forma geral, levar conforto e pedir a Deus o que só Ele pode suprir”, finalizou.
O caso
Marcos Antônio morreu ao tentar resgatar um cachorro que estava preso em uma laje de pedra, no distrito de Sagrada Família, em Alfredo Chaves. Ele usava a técnica de rapel, mas sofreu um acidente e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a corporação, a equipe foi acionada por volta das 9h para resgatar o cão, que não conseguiu descer da pedra. Durante a tentativa de salvamento, Marco Antônio sofreu um acidente e ficou pendurado pela corda. O Corpo de Bombeiros não detalhou as causas e como aconteceu o acidente.
O helicóptero do Notaer foi acionado e a equipe precisou fazer o resgate também utilizando a técnica de rapel, mas o militar não sobreviveu.












