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Família saiu do Brasil no dia 27 de setembro — Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Uma família de capixabas que foi se apresentar na festa do Tabernáculo em Israel, está tentando voltar ao Brasil após o ataque do Hamas em Israel. O professor Edinardy do Nascimento, Rayani do Nascimento e a filha Melina de três anos tinham a passagem comprada para voltar ao Brasil no domingo (8) mas o voo foi cancelado. O local onde a família está não foi atingido.
Em entrevista ao vivo para o Bom Dia Espírito Santo, Edinardy e a mulher contaram sobre a dificuldade em conseguir voltar para a casa e remarcar a passagem, que conseguiu ser remarcada apenas para sexta-feira (13).
O casal e a filha chegaram em Tel Aviv no dia 28 de setembro e estão em Jerusalém. Os três tiveram que ficar na casa de uma família para resolver quando vão conseguir voltar para o país de origem.
“O voo de domingo foi cancelado e a gente teve muita dificuldade para realocar, a companhia estava fechada. Passamos o domingo no aeroporto de Tel Aviv e uma família nos acolheu em Jerusalém e só agora conseguimos um hotel pela companhia. Meu irmão que conseguiu remarcar porque nós não conseguimos contato com a companhia aérea”, explicou o professor Edinardy.
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Família de capixabas está em Jerusalém e não está conseguindo voltar para o Brasil — Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Governo planeja repatriação de brasileiros
O professor disse que fez o cadastro da Força Aérea Brasileira (FAB) e está aguardando mais informações. O Brasil já planeja o início de uma operação de repatriação de brasileiros estão na área de conflito em Israel e na Palestina. Os voos darão prioridade, segundo o Itamaraty, a brasileiros residentes no Brasil.
Um avião KC-30, com capacidade para 230 passageiros, foi enviado no domingo (8) de Natal (RN) para a Itália – onde ficará aguardando orientações para buscar brasileiros no Oriente Médio e devolvê-los ao solo brasileiro.

Edinardy tocou na festa do Tabernáculo e a mulher dançou. Os dois contaram um pouco sobre como foi quando ouviram as sirenes.
“Foi algo novo para nós. A sirene tocou diversas vezes no dia 7 de outubro e nós não estávamos preparados para isso, não sabíamos como agir. Tentamos da melhor forma nos comunicarmos para tentar nos proteger. Agora que estamos com essa família, estamos nos sentindo melhor”, contou Edinardy.
O conflito chegou ao terceiro dia nesta segunda-feira e já provocou a morte de ao menos 1.200 pessoas, sendo 700 em Israel, 493 na Faixa de Gaza e 7 na Cisjordânia, segundo o balanço mais recente. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.
Durante a noite de domingo (8), Israel diz ter atacado 500 alvos do Hamas e Jihad Islâmica. Além disso, Israel afirmou nesta segunda-feira (9) que restabeleceu o controle das comunidades ao redor da Faixa de Gaza.

Capixabas tentam sair de Israel após confronto
Enquanto isso, para a família de Edinardy o pior de tudo é a falta de informação e a incerteza sobre mais mísseis que podem atingir a cidade.
“Ficamos apreensivos sobre como proceder por falta de informações. Israel é um país pequeno, então se tratando de míssil, tudo é muito perto. Quando a sirene soa, a gente tem que procurar um abrigo que cada edifício já tem para que a família esteja relativamente protegida”, relatou o professor.
Cerca de 123 mil pessoas foram internamente deslocadas dentro da Faixa de Gaza, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira (9). Isso significa que os moradores precisaram deixar suas casas.
Os dados levam em conta todas as pessoas que precisaram ser deslocadas desde o início do conflito entre o grupo armado Hamas e Israel, no sábado (7).
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Domo de Ferro intercepta foguetes inimigos sob cidade israelense, em 9 de outubro de 2023 — Foto: REUTERS/Amir Cohen
A agência da ONU para palestinos refugiados informou que está abrigando milhares de pessoas em escolas na Faixa de Gaza. A organização afirmou ainda que existem relatos de escassez de alimentos na região.
A família comentou que espera que o conflito acabe o mais rápido possível, para que a paz seja reestabelecida na região
“Esperamos, a princípio, que haja paz em Jerusalém, e que nossa família, não somente a nossa, mas todos aqueles peregrinos que vieram e estão desejando retorno e quem vive aqui consiga retornar em paz. Que as famílias que perderam os entes queridos possam ser confortadas. É um período muito difícil que essa nação tá atravessando”, relatou o professor.
Fonte: G1 ES












