“O café conilon caiu demais de preço, e o produtor quer fazer logo a colheita para garantir pelo menos R$ 1 mil pela saca de 60 kg”, afirmou nesta segunda-feira (30) um cafeicultor de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Ele teme que, se a tendência continuar, os preços possam cair ainda mais nas próximas semanas.
A queda recente nos valores é reflexo de pressões nos mercados internacionais. No fechamento da última sexta-feira (27), os preços do conilon se consolidaram em baixa nas bolsas internacionais, o que gerou preocupação em toda a cadeia produtiva.
A estratégia de muitos agricultores, segundo relatos, tem sido colher e vender o quanto antes. “O negócio é colher e vender logo, a não ser para quem possui estrutura para armazenar e aguardar uma reação nos preços”, destacou outro produtor da região.
Espírio Santo lidera a produção nacional
O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, com aproximadamente 70% da produção nacional. De acordo com dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o estado possui 283 mil hectares plantados com conilon, em cerca de 40 mil propriedades rurais distribuídas por 63 municípios.
A cultura do conilon gera cerca de 250 mil empregos diretos e indiretos no Espírito Santo e representa até 20% da produção mundial da variedade. A importância econômica do produto para o estado é indiscutível — razão pela qual as oscilações nos preços causam tanto impacto.
Com o avanço da colheita em ritmo acelerado, o setor aguarda agora os próximos movimentos do mercado, torcendo por uma recuperação no valor da saca nas próximas semanas.
Fonte: ESfala













