
O Espírito Santo registrou em 2025 o maior crescimento industrial entre os 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com alta de 11,6% na produção anual em relação a 2024. O resultado representa o melhor desempenho do estado desde 2010, quando a indústria avançou 22%.
O resultado do Espírito Santo foi impulsionado pela extração de petróleo e gás natural, além da produção de minério de ferro. O resultado coloca o Estado em trajetória acima da média nacional, que encerrou o ano com avanço modesto de 0,6%.
A produção de petróleo no estado somou 70,4 milhões de barris, alta de 24,3% sobre 2024, com média de 192,9 mil barris por dia, enquanto o gás natural atingiu 5,1 milhões de m³/dia, avanço de 39,5%. Na pelotização, a retomada da Samarco elevou a produção de pelotas e finos para 15,1 milhões de toneladas no ano, crescimento de 55% em relação ao ano anterior.
“O segmento de petróleo e gás tem um papel importante no crescimento da produção industrial capixaba e reforça a posição estratégica do ES na economia brasileira e no mapa energético do país. Para além dessa fonte de energia, estamos ampliando o uso de fonte renováveis e o aumentando a eficiência energética das plantas industriais”, destaca Paulo Baraona, presidente da Findes.
O Rio de Janeiro aparece na segunda posição do ranking de crescimento, com alta de 5,1%, também impulsionado pela indústria extrativa. Já São Paulo, principal parque industrial do país, responsável por 32,9% da atividade do setor, teve recuo de 2,2%.
Além de Espírito Santo e Rio de Janeiro, outros cinco estados apresentaram crescimento acima da média nacional: Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%). No total, 10 das 18 localidades pesquisadas encerraram 2025 com taxas positivas.
Alguns recuos expressivos na produção industrial em 2025 foram observados em Mato Grosso do Sul (-12,9%) e no Rio Grande do Norte (-11,6%).
O gráfico produzido pelo IBGE mostra o desempenho industrial de todas as regiões pesquisadas no período de janeiro a dezembro de 2025.

Fonte: Folha Vitória












