Imagine que seu corpo é uma escola de samba e seu coração é a bateria. Na avenida e na vida, se a bateria descompassar, o samba atravessa e pode vir um tropeço, queda ou de vez. Esse movimento desordenado, é chamado pela medicina de arritmia, mas é preciso decifrar para não virar um samba ruim de ouvir.
“Arritmia é um termo genérico para diversas doenças que atingem o coração, desde benignas, malignas e morte súbita, todas relacionadas ao ritmo, parte elétrica do coração. O coração é uma bomba com estrutura de vasos e parte elétrica”, diz o cardiologista Leandro Rua.
O cardiologista destaca que os sintomas mais comuns são as palpitações, quando o coração acelera ou descompassa, e desmaio. “O desmaio deve ser investigado porque pode significar que a parte elétrica parou de funcionar. Ou seja, o sangue parou de ser jogado para o cérebro”.
Tonteira, fraqueza também são sintomas e o médico destaca que existem pessoas que morrem desse mal sem nunca terem apresentado sintomas antes. “O mal súbito é uma arritmia mortal que acontece e faz o coração parar. A pessoa nunca apresentou nenhum sintoma, mas, um dia, uma arritmia mortal chega e leva a pessoa a óbito”.
Consulta
De acordo com o médico, o ideal é procurar um especialista e relatar para ele o que está acontecendo. “Depois dessa conversa com o médico, começa a investigação. O primeiro passo é fazer um eletrocardiograma, que avalia o ritmo cardíaco. Caso esse exame não consiga mapear a arritmia, outro exame será solicitado, para captar o problema”.
Atividade física
O médico afirma ainda que existem pessoas que nascem com essa doença. Outras desenvolvem após infarto. “Se o paciente nunca teve nada ou esse ritmo alterado, é decorrente de uma doença que desencadeou a alteração”, explica.
Rua alerta que essas pessoas podem fazer atividade física, desde que seja liberado pelo médico que faz o acompanhamento. “A arritmia não é um impeditivo para praticar esporte. O corpo saudável evita doenças oportunistas e que podem, de alguma forma, prejudicar o quadro do paciente. O médico avalia se a arritmia é uma questão hormonal. É muito comum, em jovens com distúrbio da glândula tireoide, desenvolver uma arritmia. Também pessoas que fazem diálise e tem alterações de potássio e magnésio. Cada caso deve ser cuidadosamente avaliado”.
Gatilho
Um importante alerta é sobre a ingestão de bebida alcoólica. “É muito comum pacientes com a síndrome do feriado, que abusam do álcool no fim de semana, terem alteração cardíaca. Isso acontece porque o álcool é um estimulante dos sistema elétrico cardíaco, e, por isso, o ideal é evitar esses gatilhos”.
Fonte: ES HOJE












