
De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), o percentual de pessoas obesas em idade adulta no país mais do que dobrou em cerca de 20 anos, indo de 12,2%, entre 2002 e 2003, para 26,8%, em 2019. No mesmo período, a proporção da população adulta com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%, representando quase dois terços dos brasileiros. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O excesso de peso representa um fator de risco significativo para uma variedade de problemas de saúde, incluindo o desenvolvimento de hérnias de disco na região lombar. A ligação entre a obesidade e essa condição está relacionada à pressão adicional que o peso extra exerce sobre a coluna e à capacidade dela em lidar com esse estresse adicional.
Considerando que o amortecimento do impacto nas vértebras é a principal função do disco intervertebral, a sobrecarga nessas articulações pode levar a problemas em seu funcionamento.
Segundo o médico ortopedista Lourimar Tolêdo, a camada mais externa e resistente do disco intervertebral, conhecida como ânulo fibroso, sofre uma pressão constante devido ao peso excessivo. Como resultado, pequenas fissuras podem se formar em sua estrutura, permitindo que o núcleo pulposo, a parte interna do disco, saia de sua posição normal.
“Quando isso ocorre, o núcleo pulposo invade o espaço onde estão localizados outros componentes da coluna vertebral, como os nervos próximos, comprimindo-os e causando danos”, disse.












